Em qual tendência vale apostar no pós-pandemia?

A pandemia de covid-19, que eclodiu em 2020, foi um abalo sísmico que catalisou diversas mudanças no modo como vivemos, com consequências que vão muito além dos efeitos do novo coronavírus na saúde.

Num primeiro momento, a adoção das medidas de distanciamento social e o fechamento do comércio fizeram com que as pessoas perdessem de imediato alguns rituais cotidianos, como saídas a bares, cinemas e encontros com amigos. Mas isso pareceu pequeno diante do impacto na economia, do aumento do desemprego e, consequentemente, da fome.

Agora, com o grande avanço da vacinação no mundo e também no Brasil, a perspectiva é de retomada da economia. E o controle da pandemia já começa a despontar como uma luz no fim do túnel, apesar das novas variantes.

Ainda assim, é pouco provável que voltemos à vida exatamente como era antes. O fato é que algumas mudanças vieram para ficar. A questão da saúde mental, por exemplo, que já era uma tendência antes, invadiu o mundo corporativo e agora já ocupa um lugar central nas estratégias de recursos humanos das empresas.

Mas não para por aí. Confira a seguir algumas das tendências que devem continuar no pós-pandemia!

  • Compre do comércio local: os consumidores estão repensando seus comportamentos de compra e escolhendo apoiar o varejo local, que possui práticas mais éticas e sustentáveis. Isso também vale para a tecnologia, com a tendência do uso de softwares de desenvolvedores locais em detrimento das gigantes.
  • DIY: a cultura do DIY já está em alta há alguns anos, mas vimos um pico durante a quarentena. Pessoas e negócios tiveram que procurar novas formas de solucionar seus problemas, e isso passou por tomar ações sozinhos, tentando descobrir caminhos novos.
  • Direct to Consumer: as marcas estão diminuindo intermediários e indo para o modelo DTC. Porém, ele pode não ser escalável pelos altos custos envolvidos no transporte até o consumidor.
  • Novos modelos de negócio: com os decretos de fechamento dos comércios, as marcas tiveram que se adaptar a uma nova realidade de forma rápida. Em muitos casos, isso significou um novo modelo de negócio e monetização da empresa. E essas mudanças não parecem ser passageiras.
  • Alta do empreendedorismo: com o alto desemprego e a diminuição da oferta de trabalho, muitas pessoas estão buscando o empreendedorismo como uma solução para a necessidade de renda.
  • Aceleração da transformação digital: a inserção dos negócios na internet, com e-commerce e redes sociais, não é nova, mas a pandemia trouxe a aceleração de um processo já natural. O investimento nos canais digitais deve seguir aumentando, para aprimorá-los. A inclusão digital de pessoas que nunca ou pouco tiveram contato com o e-commerce deve ser considerada.
  • Experiências virtuais: para alcançar novos mercados, museus e artistas devem continuar investindo em lives e visitas virtuais, mesmo com a possibilidade de fazer eventos presencialmente, aumentando a acessibilidade e popularização da arte.
  • Phygital: as experiências contactless devem continuar se estendendo, desde pagamentos a experiências dentro de lojas, assim como o investimento em interfaces comandadas por gestos, voz e proximidade.
  • 5G: o uso dessa tecnologia deve avançar aos poucos, à medida que os celulares das novas gerações forem mais acessíveis.
  • Inteligência artificial: aumenta o investimento em IA, de forma que ela se torne escalonável nos mais diversos segmentos. Cresce também a tensão entre privacidade, dados e interesse público.
  • Fake news: para combater a disseminação de notícias falsas, é preciso investir, entre outras iniciativas, na alfabetização de dados. Um problema de escala global, a pandemia de covid-19, trouxe os dados para o centro da conversa. Saber representá-los e interpretá-los de forma correta evita o surgimento de teorias da conspiração.
  • Interpretação dos dados: precisamos desenvolver a habilidade de usar múltiplas fontes de dados para construir uma narrativa. Pesquisas são essenciais para obter os insumos corretos e, assim, usar proxies para aproximar as informações que precisamos descobrir.
  • Cibersegurança e privacidade: percebemos um aumento na preocupação com o uso e armazenamento de dados não só das empresas e seus funcionários, mas também das pessoas em geral. A população está cada vez mais interessada em controlar a quantidade de dados que entregam às empresas e o que elas estão fazendo com tudo isso. A promulgação da LGPD, em 2020, veio nessa esteira, e as empresas estão tentando se adequar à nova legislação.
  • Novos formatos na TV: o aparelho ainda é o centro da casa, mas está se transformando com novos formatos de inserções, que vão além dos tradicionais formatos de 30" e 1 minuto. Cada vez mais, vemos branded contents e merchandising para inserir a marca e o produto numa narrativa sem interromper a programação.
  • Reality show: esse formato, que a cada ano parece estar esgotado, mostra que ainda tem muita força. Os altos índices de audiência e de menções nas redes sociais mostram isso. Vemos as conversas da TV indo para a internet e levantando discussões sobre diversos temas.
  • Vídeos e conteúdos curtos: os vídeos continuam em alta, com diversificação de formatos e em diferentes plataformas, como TikTok e Instagram, e a inserção de vendas nas redes e nos streamings.
  • Força da cultura gamer: a quarentena ajudou a impulsionar esse universo como mais uma forma de entretenimento (principalmente os party games). Vemos também um aumento no número de mulheres gamers num ambiente ainda machista. Também deve haver parcerias de marcas e artistas com games e plataformas de streaming.
  • Limites da gamificação: de nada vale um aplicativo que seja gamificado se ele não cumprir seu objetivo prático. A gamificação vem de uma época em que era normal (tentar) deixar os usuários viciados em aplicativos. Queríamos maximizar o tempo gasto em aplicativos sem olhar para as consequências, tentando fisgá-los a todo custo e fazer com que voltassem. Agora, a experiência do usuário na realização de seu objetivo deve ser mais importante do que simplesmente manter sua atenção.

Seja em que área da vida for, o novo normal veio para ficar. Quem souber se adaptar a essas tendências e encontrar as melhores formas de se posicionar nesse cenário tem tudo para seguir relevante e continuar crescendo.

Está em busca de uma nova estratégia para fazer sua marca prosperar no pós-pandemia? Nossas cabeças estão atentas às transformações da sociedade e prontas para formular a solução que você precisa. Fale com a gente.

Fontes:

Marketers Toolkit 2021

Can we forget about gamification once and for all?

Agenda 2021 Delloite

Dentsu Collective Trends

Fjord Trends 2021

Technology, Media and Telecommunications 2021

Somos uma agência de várias culturas, várias línguas, várias formas de pensar, agir e ser.

Somos uma agência de várias culturas, várias línguas, várias formas de pensar, agir e ser.