Em qual tendência vale apostar no pós-pandemia?

A pandemia de covid-19, que eclodiu em 2020, foi um abalo sísmico que catalisou diversas mudanças no modo como vivemos, com consequências que vão muito além dos efeitos do novo coronavírus na saúde.

  • DIY: a cultura do DIY já está em alta há alguns anos, mas vimos um pico durante a quarentena. Pessoas e negócios tiveram que procurar novas formas de solucionar seus problemas, e isso passou por tomar ações sozinhos, tentando descobrir caminhos novos.
  • Direct to Consumer: as marcas estão diminuindo intermediários e indo para o modelo DTC. Porém, ele pode não ser escalável pelos altos custos envolvidos no transporte até o consumidor.
  • Novos modelos de negócio: com os decretos de fechamento dos comércios, as marcas tiveram que se adaptar a uma nova realidade de forma rápida. Em muitos casos, isso significou um novo modelo de negócio e monetização da empresa. E essas mudanças não parecem ser passageiras.
  • Alta do empreendedorismo: com o alto desemprego e a diminuição da oferta de trabalho, muitas pessoas estão buscando o empreendedorismo como uma solução para a necessidade de renda.
  • Experiências virtuais: para alcançar novos mercados, museus e artistas devem continuar investindo em lives e visitas virtuais, mesmo com a possibilidade de fazer eventos presencialmente, aumentando a acessibilidade e popularização da arte.
  • Phygital: as experiências contactless devem continuar se estendendo, desde pagamentos a experiências dentro de lojas, assim como o investimento em interfaces comandadas por gestos, voz e proximidade.
  • Inteligência artificial: aumenta o investimento em IA, de forma que ela se torne escalonável nos mais diversos segmentos. Cresce também a tensão entre privacidade, dados e interesse público.
  • Interpretação dos dados: precisamos desenvolver a habilidade de usar múltiplas fontes de dados para construir uma narrativa. Pesquisas são essenciais para obter os insumos corretos e, assim, usar proxies para aproximar as informações que precisamos descobrir.
  • Cibersegurança e privacidade: percebemos um aumento na preocupação com o uso e armazenamento de dados não só das empresas e seus funcionários, mas também das pessoas em geral. A população está cada vez mais interessada em controlar a quantidade de dados que entregam às empresas e o que elas estão fazendo com tudo isso. A promulgação da LGPD, em 2020, veio nessa esteira, e as empresas estão tentando se adequar à nova legislação.
  • Reality show: esse formato, que a cada ano parece estar esgotado, mostra que ainda tem muita força. Os altos índices de audiência e de menções nas redes sociais mostram isso. Vemos as conversas da TV indo para a internet e levantando discussões sobre diversos temas.
  • Vídeos e conteúdos curtos: os vídeos continuam em alta, com diversificação de formatos e em diferentes plataformas, como TikTok e Instagram, e a inserção de vendas nas redes e nos streamings.
  • Limites da gamificação: de nada vale um aplicativo que seja gamificado se ele não cumprir seu objetivo prático. A gamificação vem de uma época em que era normal (tentar) deixar os usuários viciados em aplicativos. Queríamos maximizar o tempo gasto em aplicativos sem olhar para as consequências, tentando fisgá-los a todo custo e fazer com que voltassem. Agora, a experiência do usuário na realização de seu objetivo deve ser mais importante do que simplesmente manter sua atenção.

Somos uma agência de várias culturas, várias línguas, várias formas de pensar, agir e ser.

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