Neomorfismo: tendência ou balela do UI Design?

Neomorfismo: uma promessa? Uma tendência? Não… Não serve para nada mesmo.

Em 2020, essa palavra veio arrasando nas redes sociais, especialmente para quem acompanha layouts de designers de UI (User Interface). Eram apps (imagem 1) ou dashboards (imagem 2), então? Nossa, dava para chegar até a Europa se colocássemos um logo após o outro.

Mas o que é Neomorfismo, afinal?

O termo é um neologismo — que consiste em uma palavra ou expressão nova criada para designar um novo conceito ou objeto, por exemplo.

Tá, bacana, sabemos um pouco sobre essa palavra difícil. Mas e na prática, para que serve o neomorfismo? Como ele ajuda o designer? E o principal: como ajuda o usuário final?

Antes de qualquer coisa, vamos falar de uma pecinha muito importante que é aplicada nesse tipo de estudo e que eu costumo mencionar para estudantes, amigos, outros designers, programadores e por aí vai: a sombra. Isso mesmo, a bela sombra de todo dia. Se preferir, pode chamá-la de drop shadow. Fique à vontade.

Essa pecinha aí é a responsável direta por determinar como ficará o seu layout. Não importa se você é designer UI, se é designer gráfico ou designer de sobrancelhas.

A sombra, quando bem aplicada, se torna a sua aliada principal na entrega do trabalho. Ela vai fazer uma diferença tão grande que vai ressaltar os elementos, o card, o botão e por aí vai. Agora, se você usá-la de forma errada, grosseiramente, cara… Você pode ter feito um trabalho espetacular, mas a sombra sozinha vai detonar tudo, então você pode voltar e pensar duas vezes antes de decidir usá-la. Ela pode ser vilã. Mas voltemos ao neomorfismo.

Por que eu contei tudo isso sobre a sombra antes? Porque, para o neomorfismo funcionar, a sombra é necessária. Sem a sombra, não existe esse carinha aí. E é exatamente com a sombra que você vai indicar suas funções. A interface ganha contornos mais naturais, sem precisar de aplicações de texturas, o que deixa a primeira visão do usuário agradável e até interessante.

Bom, levantei a bola do neomorfismo, mas qual é o problema dele? Por que ele não vingou e por que não serve para nada?

O grande problema é que, em mobile, os componentes ocupam grandes espaços por causa dos efeitos da sombra (lembra que comentei que ela pode ser a vilã?).

Outro grande problema disso tudo é que um dos grandes “segredos” para produzir o efeito do neomorfismo é combinar muito bem as cores. A cor do fundo muito próxima dos elementos da interface gera um baita problema de contraste.

E, para ajudar ainda mais, a sombra (lá vem ela novamente), é a principal responsável por fornecer o contraste — o que faz acontecer esse visual diferenciado do neomorfismo e que, por sua vez, é um problema para as pessoas com problemas de visão como daltonismo, astigmatismo e baixa visão, por exemplo.

O lado bom? Há fanboys que defendem o método e vão além, dizendo que uma marca que é o símbolo de uma fruta mordida revolucionou essa técnica e a usa em seu sistema de forma mágica.

A dica que deixo é: tem coisa que é melhor perder do que achar!

Então, meus caros, como falei no título… não serve para nada mesmo.

Por Rodrigo Silva, Diretor de UI/UX na Moringa

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